sábado, 4 de outubro de 2008

Sem Coração (6)

Não, já não penso mais em ti como outrora
já me esqueci das torturas e dos suplícios
hoje só há em meu peito o ar que trago de fora
do coração que roubastes... nenhum resquício

Toda dor que me fizeste sofrer
fez em minh’alma um calo suscitar
todo veneno que me fizeste beber
não foi o bastante para matar

Apesar de tanta tristeza e desilusão
não traz consigo mágoa ou rancor
apenas a saudade do seu coração

O corpo deste espantalho indigente
sem coração e de alma calejada
só espera enfim, sua morte iminente

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