sábado, 4 de outubro de 2008

Dilacerado (8)

Há uma solidão em minha alma
que surgiu infalível como câncer
consumiu todos os sentimentos
e me transformou em um bicho

Urro um bramido forte e seco
que ressuscita na corda bamba
e que traz consigo, muita dor
para explodir aos quatro cantos

Digo, não quero mais esta vida
choro, para eternidades vazias
imploro, que me assalte a morte

A errar sobre a terra, defunto
na noite perpétua, há de procurar
catre de pedra, e lençol de grama.

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