sábado, 4 de outubro de 2008

Narciso (10)

Não ouça minha triste poesia
Não seja indiscreto e invasor
Continue seus passos por outra via
Que não te condena este pudor

Somente o lago e a floresta
Serão de tudo testemunha (s)
Ouvindo o grito que me resta
Ao arrancar a alma a unha

Confesso o desespero ao lago
Do meu amor impossível
E vislumbro a fuga na morte

Nesse mundo não vi a sorte
Só ouvi um silêncio horrível
Das mãos da morte um afago

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