Espezinhar minha vida
torná-la insuportável
cutucar com a unha a ferida
de minha alma inflamável
Fazer de mim, pedaço de gente
ser mesquinho de verdade
náufrago de pequena enchente
mendigo sem vaidade
Você, um vírus... devast-ação
quem me dera, outro parasita
que consumisse primeiro o coração
Não me entrego a tratamento
prefiro sucumbir ao destino sórdido
já não resta neste espírito um só lamento
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