sábado, 4 de outubro de 2008

Homem E Estrela (9)

Vaga sem lume, estrela à noite
tens um brilho fosco, paradoxal
do céu se precipita, sem aval
violentando o mar num açoite

Ela é minha irmã de sina e sorte
com meu talento e defeito, vivo
da carne fria, meu espírito crivo
para contaminar a terra de morte

Talvez haja n’horóscopo, verdade
homens, astros; na terra e no mar
simetria eterna de vida e destino

Quem sabe, lógica sem maldade
um eterno sentir sem pensar
sincronia perfeita do divino

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