Não sei fazer soneto
e isso me deixa por demais constrangido
faço contos, crônicas, poesias...
mas, daqueles tais, nem mesmo um rugido
Duas estrofes oito linhas
quatro estrofes quatorze versos
por que não consigo a justa medida?
que grande mistério há neste universo?
Resta-me apelar ao inteligível
ou levantar bandeira branca
a continuar nessa batalha invencível
Se ao menos uma sem rima
uma dúzia de versos amontoados
ainda assim seria minha obra prima
sábado, 4 de outubro de 2008
Demência (2)
Quando me sinto triste e angustiado
e isto acontece com freqüência
eu me entrego a loucura desarmado
encontro abrigo na demência
A dor, esta andarilha saqueadora
quando encontra um coração incauto
lança mão de sua lábia sedutora
e o toma desprevenido de sobressalto
Não viu o que foi, não sabe agora
está escuro aqui dentro está frio lá fora
como foi que isso tudo começou?
Além da fronteira da razão
existe uma terra hospitaleira
onde habitam os degredados do coração
e isto acontece com freqüência
eu me entrego a loucura desarmado
encontro abrigo na demência
A dor, esta andarilha saqueadora
quando encontra um coração incauto
lança mão de sua lábia sedutora
e o toma desprevenido de sobressalto
Não viu o que foi, não sabe agora
está escuro aqui dentro está frio lá fora
como foi que isso tudo começou?
Além da fronteira da razão
existe uma terra hospitaleira
onde habitam os degredados do coração
Cão Vadio (3)
Hoje eu vi um cão vadio
pensei: - como é feliz o cão!
não se preocupa com o curso do rio
tampouco com a sua precipitação
Come das migalhas nas latas de lixo
quando aparece um gato, o persegue
não tem um lar, um ponto fixo
pouco importa se o diabo o carregue
Queria ser como o cão
mas o irônico destino me fez humano
e botou em meu peito um vil coração
Alma, negra é sua cor
peito, podre senzala onde abriga...
coração, escravo eterno da dor
pensei: - como é feliz o cão!
não se preocupa com o curso do rio
tampouco com a sua precipitação
Come das migalhas nas latas de lixo
quando aparece um gato, o persegue
não tem um lar, um ponto fixo
pouco importa se o diabo o carregue
Queria ser como o cão
mas o irônico destino me fez humano
e botou em meu peito um vil coração
Alma, negra é sua cor
peito, podre senzala onde abriga...
coração, escravo eterno da dor
Algoz (4)
Espezinhar minha vida
torná-la insuportável
cutucar com a unha a ferida
de minha alma inflamável
Fazer de mim, pedaço de gente
ser mesquinho de verdade
náufrago de pequena enchente
mendigo sem vaidade
Você, um vírus... devast-ação
quem me dera, outro parasita
que consumisse primeiro o coração
Não me entrego a tratamento
prefiro sucumbir ao destino sórdido
já não resta neste espírito um só lamento
torná-la insuportável
cutucar com a unha a ferida
de minha alma inflamável
Fazer de mim, pedaço de gente
ser mesquinho de verdade
náufrago de pequena enchente
mendigo sem vaidade
Você, um vírus... devast-ação
quem me dera, outro parasita
que consumisse primeiro o coração
Não me entrego a tratamento
prefiro sucumbir ao destino sórdido
já não resta neste espírito um só lamento
Almas Gêmeas (5)
Eu estou inteiramente despedaçado
não posso ficar com ninguém por inteiro
saio correndo para dentro e fico parado
espreitando um amor passageiro...
Ao continuar fugindo para dentro em mim
te atropelei na esquina do meu coração
caí ao seu lado e te vi despedaçada assim
quem te quebrou fui eu no embate da razão
Agora que somos fragmentos mistos
nos recompomos e somos um
por um milagre do amor, jamais visto
Compreendi que o amor é como um vício
de sucumbir e doar-se por inteiro
dando assim o peito, ao punhal em sacrifício
não posso ficar com ninguém por inteiro
saio correndo para dentro e fico parado
espreitando um amor passageiro...
Ao continuar fugindo para dentro em mim
te atropelei na esquina do meu coração
caí ao seu lado e te vi despedaçada assim
quem te quebrou fui eu no embate da razão
Agora que somos fragmentos mistos
nos recompomos e somos um
por um milagre do amor, jamais visto
Compreendi que o amor é como um vício
de sucumbir e doar-se por inteiro
dando assim o peito, ao punhal em sacrifício
Sem Coração (6)
Não, já não penso mais em ti como outrora
já me esqueci das torturas e dos suplícios
hoje só há em meu peito o ar que trago de fora
do coração que roubastes... nenhum resquício
Toda dor que me fizeste sofrer
fez em minh’alma um calo suscitar
todo veneno que me fizeste beber
não foi o bastante para matar
Apesar de tanta tristeza e desilusão
não traz consigo mágoa ou rancor
apenas a saudade do seu coração
O corpo deste espantalho indigente
sem coração e de alma calejada
só espera enfim, sua morte iminente
já me esqueci das torturas e dos suplícios
hoje só há em meu peito o ar que trago de fora
do coração que roubastes... nenhum resquício
Toda dor que me fizeste sofrer
fez em minh’alma um calo suscitar
todo veneno que me fizeste beber
não foi o bastante para matar
Apesar de tanta tristeza e desilusão
não traz consigo mágoa ou rancor
apenas a saudade do seu coração
O corpo deste espantalho indigente
sem coração e de alma calejada
só espera enfim, sua morte iminente
Eu E O Tempo (7)
Andei por muito tempo perdido em mim
e quando finalmente aqui me encontrei
o escasso e breve tempo eu atropelei
e o que sobrou, foram as cinzas do fim
Não entendo do fogo e do tempo a magia
sua relação intrínseca e desconcertante
pois a vida, sempre está por um fio/barbante
que o fogo e o tempo consume na orgia
Se eu soubesse que a procura seria em vão
preferiria continuar perdido aqui dentro
e usaria o tempo disponível para o coração
Agora sou apenas cinzas sem calor
com uma alma ao tempo sucumbida
sem ter se quer, experimentado o amor
e quando finalmente aqui me encontrei
o escasso e breve tempo eu atropelei
e o que sobrou, foram as cinzas do fim
Não entendo do fogo e do tempo a magia
sua relação intrínseca e desconcertante
pois a vida, sempre está por um fio/barbante
que o fogo e o tempo consume na orgia
Se eu soubesse que a procura seria em vão
preferiria continuar perdido aqui dentro
e usaria o tempo disponível para o coração
Agora sou apenas cinzas sem calor
com uma alma ao tempo sucumbida
sem ter se quer, experimentado o amor
Dilacerado (8)
Há uma solidão em minha alma
que surgiu infalível como câncer
consumiu todos os sentimentos
e me transformou em um bicho
Urro um bramido forte e seco
que ressuscita na corda bamba
e que traz consigo, muita dor
para explodir aos quatro cantos
Digo, não quero mais esta vida
choro, para eternidades vazias
imploro, que me assalte a morte
A errar sobre a terra, defunto
na noite perpétua, há de procurar
catre de pedra, e lençol de grama.
que surgiu infalível como câncer
consumiu todos os sentimentos
e me transformou em um bicho
Urro um bramido forte e seco
que ressuscita na corda bamba
e que traz consigo, muita dor
para explodir aos quatro cantos
Digo, não quero mais esta vida
choro, para eternidades vazias
imploro, que me assalte a morte
A errar sobre a terra, defunto
na noite perpétua, há de procurar
catre de pedra, e lençol de grama.
Homem E Estrela (9)
Vaga sem lume, estrela à noite
tens um brilho fosco, paradoxal
do céu se precipita, sem aval
violentando o mar num açoite
Ela é minha irmã de sina e sorte
com meu talento e defeito, vivo
da carne fria, meu espírito crivo
para contaminar a terra de morte
Talvez haja n’horóscopo, verdade
homens, astros; na terra e no mar
simetria eterna de vida e destino
Quem sabe, lógica sem maldade
um eterno sentir sem pensar
sincronia perfeita do divino
tens um brilho fosco, paradoxal
do céu se precipita, sem aval
violentando o mar num açoite
Ela é minha irmã de sina e sorte
com meu talento e defeito, vivo
da carne fria, meu espírito crivo
para contaminar a terra de morte
Talvez haja n’horóscopo, verdade
homens, astros; na terra e no mar
simetria eterna de vida e destino
Quem sabe, lógica sem maldade
um eterno sentir sem pensar
sincronia perfeita do divino
Narciso (10)
Não ouça minha triste poesia
Não seja indiscreto e invasor
Continue seus passos por outra via
Que não te condena este pudor
Somente o lago e a floresta
Serão de tudo testemunha (s)
Ouvindo o grito que me resta
Ao arrancar a alma a unha
Confesso o desespero ao lago
Do meu amor impossível
E vislumbro a fuga na morte
Nesse mundo não vi a sorte
Só ouvi um silêncio horrível
Das mãos da morte um afago
Deixa-me (11)
Deixa-me
Deixa-me viver na ilusão, por favor,
Estou cansado do real e sombrio deserto
Onde a tosca realidade...
Subjuga o amor
Livra-me
Livra-me desse elixir, por favor,
Estou cansado dessa juventude vazia
Onde todos os vícios...
Subjugam o amor
Fale-me
Fale-me de coisas triviais, por favor,
Estou cansado de formaturas verbais.
Onde a língua corrupta...
Subjuga o amor
Finaliza-me
Finaliza-me o poema, por favor,
Estou cansado do empoeirado dicionário
Onde as palavras re-buscadas...
Subjugam o amor
Deixa-me viver na ilusão, por favor,
Estou cansado do real e sombrio deserto
Onde a tosca realidade...
Subjuga o amor
Livra-me
Livra-me desse elixir, por favor,
Estou cansado dessa juventude vazia
Onde todos os vícios...
Subjugam o amor
Fale-me
Fale-me de coisas triviais, por favor,
Estou cansado de formaturas verbais.
Onde a língua corrupta...
Subjuga o amor
Finaliza-me
Finaliza-me o poema, por favor,
Estou cansado do empoeirado dicionário
Onde as palavras re-buscadas...
Subjugam o amor
Gêmeos (12)
Não sabes a dor que sinto
não tens e nunca teve
um coração torturado,
uma alma aguilhoada
pela indiferença de um
amor ingrato...
Um dia, porém,
haverá de acordar febril
durante a noite
e buscará
na gaveta das ilusões
algum paliativo...
e quando perceber
que já não há mais remédio
lembrará sem querer que
na gaveta do tempo,
amarelado e esquecido
ainda resiste às traças e ao abandono
aquele que renunciou ao mundo
e a si mesmo por ti.
II
Não sabes a dor que sinto
não tens e nunca teve
um coração torturado,
uma alma aguilhoada
pela indiferença de um
amor ingrato...
Mas haverá
na deformação do tempo
um instante de lucidez
em que se renderá
aos apelos do verdadeiro
e real amor
acordarás no meio da noite
e como que sonâmbula
cavalgará o desejo
e virá ao meu encontro,
e me amará eternamente
este instante.
não tens e nunca teve
um coração torturado,
uma alma aguilhoada
pela indiferença de um
amor ingrato...
Um dia, porém,
haverá de acordar febril
durante a noite
e buscará
na gaveta das ilusões
algum paliativo...
e quando perceber
que já não há mais remédio
lembrará sem querer que
na gaveta do tempo,
amarelado e esquecido
ainda resiste às traças e ao abandono
aquele que renunciou ao mundo
e a si mesmo por ti.
II
Não sabes a dor que sinto
não tens e nunca teve
um coração torturado,
uma alma aguilhoada
pela indiferença de um
amor ingrato...
Mas haverá
na deformação do tempo
um instante de lucidez
em que se renderá
aos apelos do verdadeiro
e real amor
acordarás no meio da noite
e como que sonâmbula
cavalgará o desejo
e virá ao meu encontro,
e me amará eternamente
este instante.
Impermanência (13)
Eterna lei da impermanência
assim como as lágrimas;
gotas efêmeras
de tristeza ou de alegria
somos nós;
pó que vira gente e vira pó, todo dia
assim como as lágrimas;
gotas efêmeras
de tristeza ou de alegria
somos nós;
pó que vira gente e vira pó, todo dia
Luana (14)
Minha mente está vazia
se sente como árvore sem fruto
não sabe ao menos se pensar
é seu atributo
Minha mente está presa
se sente cativa sem escapamento
não sabe ao menos se liberdade
é seu merecimento
Minha mente está louca
se sente débil sem sanidade
não sabe ao menos se ser cônscio
é sua faculdade
Minha mente está confusa
se sente vazia, presa e louca
não sabe ao menos se a razão
foi ter beijado a tua boca
se sente como árvore sem fruto
não sabe ao menos se pensar
é seu atributo
Minha mente está presa
se sente cativa sem escapamento
não sabe ao menos se liberdade
é seu merecimento
Minha mente está louca
se sente débil sem sanidade
não sabe ao menos se ser cônscio
é sua faculdade
Minha mente está confusa
se sente vazia, presa e louca
não sabe ao menos se a razão
foi ter beijado a tua boca
Arte Leve (15)
Bilac invejava o ourives
eu invejo o confeiteiro
ele esculpia os versos
eu salpico brigadeiros
Quixote amava Dulcinéia
eu amo Ana Maria
ele cavalgava rocinante
eu cavalgo a alegria
Da Vinci pintou a Monalisa
eu pinto a natureza morta
ele retratava a beleza em cores
eu retrato a poesia torta
Brinco com letras e palavras em verso
gosto de brincar com rimas, cores e formas
sou de todos os artistas o reverso
Levar a sério a vida não é brincadeira
a criança é mais feliz que o adulto
acordar para a beleza é preciso
Antes que se torne da vida
insignificante vulto
eu invejo o confeiteiro
ele esculpia os versos
eu salpico brigadeiros
Quixote amava Dulcinéia
eu amo Ana Maria
ele cavalgava rocinante
eu cavalgo a alegria
Da Vinci pintou a Monalisa
eu pinto a natureza morta
ele retratava a beleza em cores
eu retrato a poesia torta
Brinco com letras e palavras em verso
gosto de brincar com rimas, cores e formas
sou de todos os artistas o reverso
Levar a sério a vida não é brincadeira
a criança é mais feliz que o adulto
acordar para a beleza é preciso
Antes que se torne da vida
insignificante vulto
As Três Marias (16)
Tive em minha vida três talismãs...
das dores o socorro dos remédios
que por coincidência
todas amaria...
Não sendo correspondido pela primeira
que me causaste tanta dor
caí nos braços da segunda
que me aceitaste por amor
Mas o destino que operava
fez a trama desenrolar
quis testar meu coração
sem socorro à solidão
Mas na tábua estava escrito
que a terceira também amaria
meu único remédio
para o resto dos meus dias
das dores o socorro dos remédios
que por coincidência
todas amaria...
Não sendo correspondido pela primeira
que me causaste tanta dor
caí nos braços da segunda
que me aceitaste por amor
Mas o destino que operava
fez a trama desenrolar
quis testar meu coração
sem socorro à solidão
Mas na tábua estava escrito
que a terceira também amaria
meu único remédio
para o resto dos meus dias
Anjo Sideral (17)
Eu pensei em seu sorriso
e um poema apareceu
fotografado em minha mente
iluminando todo o breu
Ela é um anjo do sol
o seu nome me faz lembrar
que ilumina com seus raios
este planeta a pulsar
Este planeta não é terra
não é água ou solidão
este planeta é um astro
que se chama coração
Se este anjo aqui caísse
e transformasse a solidão
conseguiria o impossível
eu pediria a tua mão...
e um poema apareceu
fotografado em minha mente
iluminando todo o breu
Ela é um anjo do sol
o seu nome me faz lembrar
que ilumina com seus raios
este planeta a pulsar
Este planeta não é terra
não é água ou solidão
este planeta é um astro
que se chama coração
Se este anjo aqui caísse
e transformasse a solidão
conseguiria o impossível
eu pediria a tua mão...
Amiga Josy (18)
Ela me pediu um poema
que fosse de minha autoria
não importava se de tristeza
não importava se de alegria
Eu lhe disse: - Eu farei...
só quando tiver inspiração
se não for nessa vida
será em outra encarnação
Josy amiga, minha querida
o teu nome irei cantar
bem no meio desse poema
como lira a declamar...
Não é tão belo quanto o amor
não é tão lindo quanto a vida
mas, declara a ti o meu carinho
com a promessa cumprida...
que fosse de minha autoria
não importava se de tristeza
não importava se de alegria
Eu lhe disse: - Eu farei...
só quando tiver inspiração
se não for nessa vida
será em outra encarnação
Josy amiga, minha querida
o teu nome irei cantar
bem no meio desse poema
como lira a declamar...
Não é tão belo quanto o amor
não é tão lindo quanto a vida
mas, declara a ti o meu carinho
com a promessa cumprida...
Sem Sentido (19)
Queria dizer-te mil coisas
Dentre elas:
Pedir-te que as ouça com atenção
e que as considere
Pois são extraídas
do mais profundo em meu ser
Porém não exigirei nada de ti
Muito menos alguma coisa
Não farei nem aceitarei imposições
Porque, a partir desse momento
tudo será vivo e eterno
Tudo a partir de agora
terá brilho e magia
Tudo a partir de hoje
dirá a todos nós
a ti, a mim...
Não tente entender o que foi realmente criado
com a intenção de que seja mesmo incompreensível?...
Dentre elas:
Pedir-te que as ouça com atenção
e que as considere
Pois são extraídas
do mais profundo em meu ser
Porém não exigirei nada de ti
Muito menos alguma coisa
Não farei nem aceitarei imposições
Porque, a partir desse momento
tudo será vivo e eterno
Tudo a partir de agora
terá brilho e magia
Tudo a partir de hoje
dirá a todos nós
a ti, a mim...
Não tente entender o que foi realmente criado
com a intenção de que seja mesmo incompreensível?...
Desejo (20)
Sei que não podes corresponder para com meus sentimentos
mas, mesmo assim
rogo-te que compreendas
e até se possível, que os aprecie,
Porque, assim como meu corpo de água necessita
de desejar-te, minha alma
mas, mesmo assim
rogo-te que compreendas
e até se possível, que os aprecie,
Porque, assim como meu corpo de água necessita
de desejar-te, minha alma
Uma Poesia (21)
O que é uma poesia?
ah! eu queria tanto saber
para que antes d'eu morrer
pelo menos uma, eu possa compor
para que eu possa morrer satisfeito
de ter realizado meu suposto fim
de morrer poeta...
Mesmo que fosse apenas uma
mas, que fosse tão bela
quanto qualquer outra
ah! eu queria tanto saber
para que antes d'eu morrer
pelo menos uma, eu possa compor
para que eu possa morrer satisfeito
de ter realizado meu suposto fim
de morrer poeta...
Mesmo que fosse apenas uma
mas, que fosse tão bela
quanto qualquer outra
Quero Ser Diferente (22)
Quero ser diferente
mas como?
se o mundo é igual a mim
e a diferença, você
continuarei te amando
não, não será em vão
mesmo que eu nunca te toque
mas, te possuirei no coração
que mesmo ferido, te carregará até a morte
e para o sepulcro não te levará
mas, a tua lembrança, carregará por toda a eternidade
mas como?
se o mundo é igual a mim
e a diferença, você
continuarei te amando
não, não será em vão
mesmo que eu nunca te toque
mas, te possuirei no coração
que mesmo ferido, te carregará até a morte
e para o sepulcro não te levará
mas, a tua lembrança, carregará por toda a eternidade
Indefinido (23)
Desperdicei meu tempo cantando
e me esqueci de amar...
Na vastidão dos caminhos empoeirados
meu pensamento vagou em minha mente sem pensar
E no vislumbro do descontentamento total
senti saudades de quando eu era e por um instante tive vontade de ser outra vez...
então percebi que já não havia mais possibilidades
então me contentei em não ser nunca mais e para sempre...
Hoje, num canto, canto sozinho
Mas isto já não é novo, porque sempre cantei
Mas, canto os versos de todos os amores...
Amores que nunca amei.
e me esqueci de amar...
Na vastidão dos caminhos empoeirados
meu pensamento vagou em minha mente sem pensar
E no vislumbro do descontentamento total
senti saudades de quando eu era e por um instante tive vontade de ser outra vez...
então percebi que já não havia mais possibilidades
então me contentei em não ser nunca mais e para sempre...
Hoje, num canto, canto sozinho
Mas isto já não é novo, porque sempre cantei
Mas, canto os versos de todos os amores...
Amores que nunca amei.
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